Eu sempre tive empatia pelos refugiados, mas nunca imaginei que um dia teria a oportunidade de conhecer um deles de perto. Foi através de um projeto social que eu tive a oportunidade de conhecer o meu refugiado favorito.

Ali estava ele, um homem com olhar triste, mas que transbordava gentileza. Ele havia fugido de seu país, por conta de uma guerra civil que tinha estourado. Sua família havia sido separada e ele teve que fugir para salvar a própria vida. O idioma era um obstáculo para ele, mas ele já havia aprendido o suficiente para se comunicar comigo e com outras pessoas.

Ao longo das semanas, eu fui conhecendo mais sobre sua história de vida. Ele havia passado por muitas dificuldades, até chegar ao Brasil. Quando chegou aqui, teve que recomeçar do zero, sem amigos e sem familiares. Mas ele nunca perdeu a esperança e acreditou que poderia fazer uma nova vida.

Ele contou-me histórias incríveis, das quais nunca mais esquecerei. Na época da guerra, ele precisava se esconder em meio aos tiros e bombas, e sempre se lembrava de sua mãe para ter forças para sobreviver. Ele me contou que, durante uma fuga, ele encontrou uma idosa que não conseguia fugir por conta da idade e da saúde debilitada. Mesmo em meio ao caos, ele a carregou nas costas, o que fez com que ela sobrevivesse.

As história não paravam por aí. Ele me mostrou fotos de sua família e me contou sobre as coisas que eles gostavam de fazer juntos. E, por mais que a saudade fosse grande, ele nunca deixou que ela o derrotasse.

Por conta de sua coragem e resiliência, ele acabou se tornando uma inspiração para mim. Alguém que tinha passado por tantas tragédias, mas que ainda assim mantinha a esperança de um futuro melhor. Foi com ele que eu aprendi a importância da empatia, do diálogo e da solidariedade.

Hoje, o meu refugiado favorito já tem um novo emprego e está conseguindo se estabelecer no Brasil. Claro que nem tudo são flores, mas ele está muito feliz por estar onde está. Eu sinto orgulho por ter feito parte de sua trajetória aqui no Brasil, e espero que ele continue nos encantando com sua história de vida.

Em suma, conhecer meu refugiado favorito foi uma experiência que me marcou para sempre. Eu aprendi muito com ele e comecei a ver o mundo sob uma nova perspectiva. A empatia, a solidariedade e a resiliência são características que ele tem de sobra e que me inspiram até hoje. E fica aqui também meu desejo de que mais pessoas possam conhecer histórias similares e, quem sabe, abraçar a causa dos refugiados.